Ano: 2018

Diretriz de Alimentação e Nutrição

Nos primeiros anos de vida é essencial para o crescimento e desenvolvimento da
criança uma alimentação adequada, proporcionando ao organismo e energia e os nutrientes
necessários para o desempenho de suas funções e passa a manutenção de um bom estado de
saúde.
Alimentação principalmente no primeiro ano de vida é fator determinante na saúde
da criança. As fases iniciais do desenvolvimento humano são influenciadas por fatores
nutricionais e metabólicos levando a efeitos de longos prazos na programação metabólica de saúde na vida adulta a fase pré- escolar, caracteriza-se por estabilização do crescimento
estrutural e do ganho de peso. Nessa etapa, há uma menor necessidade de ingestão
energética quando comparada ao período de 0 a 2 anos, e a Fase Escolar, caracterizada por
crianças de 7 10 anos de idade, que pode apresentar características distintas quanto ao apetite, velocidade de crescimento e composição corporal.
Na fase pré- escolar a criança é caracterizada por:
 Apetite irregular
 Volume gástrico pequeno (200 a 300 ml)
 Oscilação nas preferências alimentares
 Crescimento estável e lento
Caracterização do período escolar:
– Abrange o crescimento dos seis anos de vida até a puberdade é caracterizada:
– Crescimento lento e estável
– Maior socialização e independência
– Aumento da ingestão alimentar
– Volume gástrico comparável ao do adulto
– Maior influência alimentar dos pais e amigos
– Comportamento sedentário
Os principais problemas nutricionais das crianças nesse período são a obesidade e as micro
deficiências.
Alimentação na Fase Pré- escolar
Considerando-se as características desta fase, o Departamento Cientifico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) desenvolveu um manual com orientações para uma
conduta alimentar saudável na infância .
As refeições e lanches devem ser servidos em horários fixos, diariamente, com intervalos,
suficientes para que a criança sinta fome na próxima refeição.
O intervalo entre uma refeição e outra deve ser de duas a três horas
Na fase pré-escolar, o esquema alimentar deve ser composto por cinco ou seis refeições
diárias, com horários regulares: café da manhã 8h; lanche matinal 10h; almoço 12h; lanche
vespertino 15h; jantar 19h e algumas vezes, lanche antes de dormir.

O tamanho das porções dos alimentos nos pratos deve estar de acordo com o grau da aceitação da criança.
A oferta de líquidos nos horários das refeições deve ser controlada, porque suco, a agua e, principalmente, o refrigerante distende o estomago, estimulando a saciedade precocemente.
Alimentação na fase pré-escolar
Sabe-se que as mudanças biológicas, psicológicas, cognitivas e sociais que ocorre intensamente nessa fase, interferem-se na dinamicidade do comportamento alimentar dos escolares. Portanto, seguem diretrizes para a alimentação do escolar.
 Ingestão de alimentos para promover energia e nutrientes em quantidades e qualidade adequadas ao crescimento ao desenvolvimento e prática de atividade física;
 Alimentação variada, que inclua todos os grupos alimentares conforme preconizados na pirâmide alimentar evitando-se o consumo de guloseimas;
 Priorizar o consumo de carboidratos complexos em detrimento dos simples;
 Controle do ganho excessivo de peso pela adequação de ingestão de alimentos e pelo desenvolvimento de atividades físicas regulares;
 Estimular a pratica de atividade física;
 Consumo diário e variado de frutas, verduras e legumes;
 Estimular o consumo de peixes duas vezes por semana;
 Controle da ingestão de sal;
 Consumo apropriado de cálcio para a formação adequada da massa óssea e prevenção da osteoporose na vida adulta; e
 Incentivar hábitos alimentares e estilo de vida adequado para toda a família;
Vale ressaltar que os alimentos de origem proteica (leite, carnes e leguminosas) devem ser consumidos na proporção de 10 a 15% do valor energético total e, não podem ser substituídos entre si. Carne é fundamental por ser fonte de ferro, zinco e vitamina B12, e o leite por fornecer cálcio.

O Lanche Escolar

É comum vermos pais de hoje preocupados com o lanche dos filhos na escola, surgem muitas dúvidas tais como: o que levar na lancheira? melhor levar de casa ou comprar na cantina? O que os colegas vão falar se vê o lanche do meu filho diferente?

São muitas dúvidas para serem esclarecidas, iniciaremos uma sequência de artigos onde iremos dar algumas dicas sobre que fazer e o que não fazer.

Primeiro lugar devemos saber que o lanche escolar é uma extensão da alimentação da criança em casa, se ela não se alimenta bem e saudável em casa, provavelmente não comerá bem na escola e vice versa, além do mais os pais devem ser exemplos para que os filhos optem por alimentos saudáveis.

Mas enfim, após esse puxão de orelha inicial vamos ao que interessa com algumas dicas introdutórias de como montar um lanche escolar saudável e agradável para as crianças:

1. Organize um cardápio semanal para não mandar todos os dias a mesma coisa e cair na tentação de mandar alimentos industrializados.

2. De preferência para frutas que a criança gosta.

3. Coloque biscoitos de arroz integral.

4. Lembre que a hidratação é super importante: água, sucos e água de coco são ótimas opções.

5. Sanduíche naturais, panquecas, tapiocas, pão de queijo são alternativas de lanches saudáveis.

O que evitar na lancheira do seu filho:

1. Alimentos industrializados: sucos de caixinhas, salgadinhos, biscoitos recheados, frituras, guloseimas, refrigerante.

2. Alimentos que a criança não gosta ou não conhece.

3. Colocar sempre o mesmo lanche.

Necessidades Nutricionais Para Adolescentes

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a adolescência compreende a faixa
etária de 10 a 20 anos incompletos e, é caracterizada por muitas transformações relacionadas
aos aspectos físicos psíquicos e sociais: a puberdade é um exemplo bem representativo para
essa fase da vida.

A adolescência é considerada uma fase de crescimento e intensa atividade anabólica,
com isso, são necessárias que estejam presentes os principais substratos mais utilizados, com
construtores (leite e produtos lácteos, carnes, ovos e leguminosas) e reguladores (hortaliças e
frutas).

Vale salientar que a adolescência é marcada por mudanças do modo de se alimentar,
alterações emocionais, busca pela independência. A falta de tempo, influência dos amigos e da
mídia, praticidade e alta ingestão de alimentos processados fazem com que o adolescente
passe a ter comportamentos não tão saudáveis, tais como:

 Pular refeições
 Substituir refeições principais por lanches
 Aumentar o consumo de doces, salgadinhos fritura e refrigerantes.
 Reduzir o consumo de frutas, legumes e verduras, leites e derivados e água.
 Essa inadequação alimentar pode ser determinante para o atraso na taxa de
crescimento e evolução da puberdade, podendo comprometer as necessidades
corporais, nutricionais e emocionais na idade adulta.

Ainda não há um consenso em relação às necessidades nutricionais dos adolescentes. Por
isso mesmo não há até hoje, respostas plenamente satisfatórias sobre estimativas nutricionais
representativas dos pontos de corte ótimos, médios ou mínimos, considerando os estágios do
desenvolvimento púbere e as variações de clima, atividades esportivas, de lazer e de sono que
sejam adequadas durante a adolescência, para se alcançar um estilo de vida considerado
saudável para todos.

Entre os adolescentes de 10 a 19 anos, de acordo com a pesquisa de orçamento familiares
de 2008-2009, detectou-se aumento considerável da proporção do excesso de peso: em 1974-
1975, estavam acima do peso 3,9 dos garotos e 7,7% das garotas, já em 2002-2003 os
percentuais encontrados foram de 18,0 e 15,4%; em 2008-2009 esse valor aumentou para 21,7
entre o sexo masculino e 19,4 entre o sexo feminino, em 2014-2015 esse valor aumentou para
31,3 masculino e 18,7 entre as meninas.

Essa situação aliada à alta frequência de doenças crônicas na vida adulta (cerca de 30%)
indica a importância da implementação de medidas preventivas como o monitoramento
sequencial e continuo do estado nutricional do lactente ao adolescente.

– Recomendações nutricionais na adolescência

A necessidade de nutrientes para adolescente varia de acordo com a idade, o tamanho
corporal, o sexo, o desenvolvimento puberal e a atividade física. Trata-se de um período da
vida em que as necessidades nutricionais são maiores.
As ingestões dietéticas de referencia (DRJ) referem-se a quotas dietéticas diárias
recomendadas para estimar a ingestão de nutrientes de pessoas saudáveis. Estas são listadas
por idade cronológicas e sexo para adolescentes. As DRIs devem ser utilizadas como diretrizes
durante a avaliação nutricional, mas todo conjunto clínico, assim como os indicadores de
crescimento e maturação física devem ser levados em consideração para que haja a
determinação final das necessidades e individuais de nutrientes e energia.

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